
Recentemente foi aniversário de morte de um grande amigo.
Ele não foi só um amigo, foi meu primeiro namorado. Aquele que me despertou a adolescência. Que me fez perceber que eu não era mais criança, que era bonita, interessante, mulher.
Não, não foi a primeira vez. Essa demorou bastante. Mas foi graças a ele que perdi um pouco daquela inocência de menina. Fiquei mais esperta.
Bom, não "comemoro" esse tipo de data. Prefiro o aniversário de vida mesmo.
Mas faz 3 anos que tiraram abruptamente essa pessoa muito especial da minha vida.
E ele faz falta. Não só pra mim, mas pra todos os que o conheciam. Era especial mesmo.
Esses dias eu sonhei com ele. Estava feliz, alegre, com um sorriso estampado no rosto, como lhe era peculiar. Fazendo gracinhas, contando piadas.
Foi como um encontro, como a gente se via na maioria das vezes, se esbarrando aqui na rua. Ele morava aqui ao lado.
Foi como nos conhecemos. Da casa dele, ele via minha janela.
Me lembro como ontem, escreveu um recado no muro, dizendo que queria me conhecer. Todos os dias recados diferentes. Me conquistou, óbvio.
E, no sonho eu estava passando, ele entrando em casa.
Parou e disse: entra, quero conversar.
A gente sempre ficava no quintal, brincando com os cachorros. Não era nada especial, era bate-papo. Pra matar saudade. Conversa de amigos, que não se vêem há tempos. Risos, piadas, lembranças.
Um abraço forte, daqueles bem apertados. (ai, que saudade)
Rola na grama, toma um suco, come alguma coisa, a noite cai.
"tenho que ir, meu lindo. tá tarde já"
"ok, outro dia eu passo lá, pra gente conversar mais.
te amo! sempre!"
"também te amo muito."
Outro abraço, absurdamente apertado, de alguns minutos. Daqueles de despedida.
Acordei com aquela sensação de paz. Foi lindo o meu sonho. Matei um pouquinho da saudade.
Mas as lágrimas ficam contidas. Sinto muita falta dele.
Todos sentimos. Não era uma pessoa esquecível. Era adorável, atencioso, amigo.
Cara, vc faz muita falta aqui. Era bom ouvir sua voz falando com os cachorros, ou mesmo o barulhinho da moto entrando, ou o portão da garagem.
Saber que você não está mais aqui do lado dói! Demais.
Essas "visitas" diminuem um pouco a falta que você faz.
Mas precisava dizer que faz muita falta. Muita mesmo.
Te amo muito! Pra sempre!
2 Comments:
Oi, Drix, que bom que você gostou. Volte sempre!
Beijão.
Olá! Eu volto aqui pra ler os novos textos e caio estilhaçado na tristeza desse "Saudade". Difícil não se emocionar. Não sei bem porquê mas sempre gostei dessa coisa de trazer lembranças, uma puxando a outra, em cadeia. Os sonhos, também. E sempre me pareceu que, trazendo memórias à superfície das palavras, recuperamos um pouco de nós mesmos, aquela porçãozinha perdida no desgaste do tempo. Mesmo que essas lembranças sejam tristes. Afinal, o que a gente tem de mais permanente e vivo do que as memórias?!
Um abraço.
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